Teve muita gente falando de Deus nas entrevistas após a conquista do Campeonato Brasileiro pelo Fluminense, na vitória por 1×0 sobre o Guarani no Estádio do Engenhão, neste domingo, 6 de dezembro. Muricy, por exemplo, agradeceu a Deus, falou de sonho com o falecido Telê Santana sorrindo e disse ter cobrado de Fred um pouco mais de espiritualidade: “Acho que o Fred precisa ir mais à Igreja, conhecer Deus ou alguma coisa assim”.
Sobre o sonho com o mestre que lhe ensinou tudo sobre futebol, contou: “Dei um abraço no Telê. Eu vi ele vivo, senti que abracei ele. E ele estava feliz para caramba. Telê é um símbolo da vitória, do pai de família, meu mestre, sim”. Washington e o próprio Fred deram muita ênfase também na gratidão ao Criador.
Foi uma boa forma de terminar um campeonato que teve sempre muitas declarações de fé antes, durante e depois dos jogos. Braços erguidos e dedos apontando para o céu foram vistos no começo de muitas partidas e nas comemorações de gols. No final, algumas entrevistas incluíam o nome de Deus. Como fez o goleiro Fábio, do vice-campeão Cruzeiro. E o atacante do Flamengo, Diego Maurício, que após gol numa das últimas rodadas do sufoco rubro-negro, agradeceu a Deus, que, segundo explicou, é “o Senhor que ele louva tanto”… No caso de Diego, coincidentemente, sua comemoração foi solitária, os companheiros não se aproximaram.
Seria isso explicado pela declaração do técnico Vanderlei Luxemburgo sobre uma briga entre os jogadores Corrêa e Fernando durante treino antes do último jogo, empate com o Santos, sem gols? O treinador da Gávea teria dito: “Isso aqui não é igreja. Um deu, o outro revidou e foi duramente repreendido. Pronto, está resolvido. Não haverá punição”.
O Fla, campeão no ano passado, ficou em 2010 com a última vaguinha da Sulamericana, na 14a colocação e bem atrás do seu maior rival, o Vasco, que também não brilhou, terminando em 11o. De qualquer forma, a taça permaneceu no Rio de Janeiro, num ano difícil para os times paulistas, que terminaram com apenas um representante entre os 7 primeiros colocados da Série A (Corinthians), dois rebaixados para a segundona (Guarani e Prudente), sem nenhum time subindo para a Série B e com o Santo André descendo para a Série C.
Fonte: Agência Soma / Gospel Prime
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
Marcelo Aguiar, vereador e membro da Igreja Renascer em Cristo é agredido em sua casa
A guerra pela presidência da Câmara Municipal de São Paulo terminou em agressão física na noite da quinta-feira. Após descobrir que o vereador Marcelo Aguiar (PSC) organizava jantar a favor do vereador José Police Neto (PSDB), candidato apoiado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), os vereadores Adilson Amadeu (PTB), Aurélio Miguel (PR) e o atual presidente da Casa, Antonio Carlos Rodrigues (PR), líderes do “centrão”, resolveram aparecer de surpresa no evento, no edifício de Aguiar, na Rua Cipriano Barata, no Ipiranga.
Aguiar desceu para receber os parlamentares. No momento em que recepcionava o trio no saguão do edifício, ele levou um soco no peito de Amadeu e foi chamado de traidor.
Amadeu diz que apareceu no prédio apenas para dar um “beijo” em Aguiar e negou de forma irônica o soco relatado por 12 dos 28 vereadores que estavam no encontro. “Esse moço é um estudioso da Bíblia, mas não cumpre nada do que ela diz. Eu fui lá para dar um beijo nele. Ele até nos convidou para jantar mas, como estou de dieta, preferi ir embora mais cedo”, ironizou Amadeu ao Estado.
Segundo Amadeu, Aguiar havia declarado apoio ao candidato do “centrão”, o vereador Milton Leite (DEM), e depois resolveu mudar para o lado de Police Neto. A agressão também foi registrada pelas câmeras internas do edifício, segundo um coronel da reserva da PM que mora no prédio e não quis se identificar.
Houve gritaria e tumulto entre moradores que estavam no salão de festas do local. A família de Aguiar também ficou assustada e chegou a ligar para um comandante da PM. Aguiar, porém, não quis registrar boletim de ocorrência.
No momento em que recebeu o soco de Amadeu, Aguiar, que é bispo da Igreja Renascer, estava ao lado dos vereadores Penna (PV) e Domingos Dissei (DEM). Era o segundo jantar em menos de uma semana organizado para angariar apoio à candidatura de Police Neto – o primeiro foi realizado na quinta-feira passada no apartamento de Marco Aurélio Cunha (DEM).
“A reunião era para o vereador mostrar seu apartamento novo e para discutir a composição dos partidos na nova Mesa Diretora. Mas, de repente, os três apareceram no prédio, como se a casa de um cidadão fosse a extensão do Legislativo”, relatou Claudio Fonseca (PPS), que apoia Police Neto. “O que o “centrão” quer é impor um estado de terrorismo aos que são contrários à candidatura deles, de forma inadmissível e autoritária. É um absurdo o presidente do maior parlamento municipal da América Latina ter uma atitude como essas”, completou Fonseca.
Tensão. A briga teve desdobramentos ontem no Legislativo. Na vaga destinada ao carro oficial de Aguiar foi colocada uma placa de dois metros com a inscrição em tinta “traidor”, em letras maiúsculas.
A briga também fez cair qualquer possibilidade de acordo para a votação dos 78 projetos que esperam análise dos vereadores. Por causa da disputa pela presidência, o “centrão” também tem boicotado as votações na Câmara há 40 dias. O bloco liderado por Rodrigues comanda o Legislativo desde 2006.
Kassab resolveu apoiar Police Neto para enfraquecer o grupo de Rodrigues, primeiro suplente de Marta Suplicy no Senado.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Aguiar desceu para receber os parlamentares. No momento em que recepcionava o trio no saguão do edifício, ele levou um soco no peito de Amadeu e foi chamado de traidor.
Amadeu diz que apareceu no prédio apenas para dar um “beijo” em Aguiar e negou de forma irônica o soco relatado por 12 dos 28 vereadores que estavam no encontro. “Esse moço é um estudioso da Bíblia, mas não cumpre nada do que ela diz. Eu fui lá para dar um beijo nele. Ele até nos convidou para jantar mas, como estou de dieta, preferi ir embora mais cedo”, ironizou Amadeu ao Estado.
Segundo Amadeu, Aguiar havia declarado apoio ao candidato do “centrão”, o vereador Milton Leite (DEM), e depois resolveu mudar para o lado de Police Neto. A agressão também foi registrada pelas câmeras internas do edifício, segundo um coronel da reserva da PM que mora no prédio e não quis se identificar.
Houve gritaria e tumulto entre moradores que estavam no salão de festas do local. A família de Aguiar também ficou assustada e chegou a ligar para um comandante da PM. Aguiar, porém, não quis registrar boletim de ocorrência.
No momento em que recebeu o soco de Amadeu, Aguiar, que é bispo da Igreja Renascer, estava ao lado dos vereadores Penna (PV) e Domingos Dissei (DEM). Era o segundo jantar em menos de uma semana organizado para angariar apoio à candidatura de Police Neto – o primeiro foi realizado na quinta-feira passada no apartamento de Marco Aurélio Cunha (DEM).
“A reunião era para o vereador mostrar seu apartamento novo e para discutir a composição dos partidos na nova Mesa Diretora. Mas, de repente, os três apareceram no prédio, como se a casa de um cidadão fosse a extensão do Legislativo”, relatou Claudio Fonseca (PPS), que apoia Police Neto. “O que o “centrão” quer é impor um estado de terrorismo aos que são contrários à candidatura deles, de forma inadmissível e autoritária. É um absurdo o presidente do maior parlamento municipal da América Latina ter uma atitude como essas”, completou Fonseca.
Tensão. A briga teve desdobramentos ontem no Legislativo. Na vaga destinada ao carro oficial de Aguiar foi colocada uma placa de dois metros com a inscrição em tinta “traidor”, em letras maiúsculas.
A briga também fez cair qualquer possibilidade de acordo para a votação dos 78 projetos que esperam análise dos vereadores. Por causa da disputa pela presidência, o “centrão” também tem boicotado as votações na Câmara há 40 dias. O bloco liderado por Rodrigues comanda o Legislativo desde 2006.
Kassab resolveu apoiar Police Neto para enfraquecer o grupo de Rodrigues, primeiro suplente de Marta Suplicy no Senado.
Fonte: O Estado de S.Paulo
domingo, 21 de novembro de 2010
Usuários de aplicativo da Bíblia para celular são desafiados a gastar um bilhão de minutos lendo a Palavra de Deus
A qualquer hora, em qualquer lugar os usuários do YouVersion App que baixaram e instalaram o software disponibilizado pela LifeChurch.tv acessaram à Bíblia 10.700.000 vezes em apenas dois anos e gastaram mais de 3,5 bilhões de minutos lendo esta Bíblia móvel.
Durante um recente webcast ao vivo, que postaram no Twitter, os usuários do YouVersion foram desafiados a gastar um bilhão de minutos lendo a Bíblia durante o mês de janeiro.
“Estamos confiantes de que Ele quer fazer muito mais para ajudar as pessoas a se apaixonarem pela Sua Palavra”, disse Bobby Gruenewald, líder em inovação na www.LifeChurch.tv .
“Vamos colocar tudo o que pudermos para atingir esse objetivo, para que possamos ser uma geração voltada para Deus e engajada nas Escrituras, como nunca antes.”
Fonte: CPAD News / Gospel Prime
domingo, 24 de outubro de 2010
Heresias
Heresia é qualquer ensino que se afasta dos ensinamentos normais de uma tradução religiosa. Em particular, isto se refere a grupos dentro do Cristianismo que ignoram alguns de seus elementos básicos – tal como a idéia de que Cristo foi divino. A palavra grega (hairesis), que literalmente significa “escolha”, é usada no Novo Testamento para designar uma seita ou facção, Por exemplo, os saduceus eram uma seita dentro do Judaísmo (Atos 5:17), assim como eram os fariseus (15:5).
Quando inicialmente muitos judeus creram que Jesus de Nazaré era o Messias, eram conhecidos como “a seita dos Nazarenos” (24:5). Em cada um desses versos, a palavra hairesis não é usada para insultar – ela significa meramente uma seita, um pequeno grupo dissidente que se separou do Judaísmo.
Depois que a igreja cresceu e se desenvolveu, qualquer grupo faccioso dentro de uma igreja local foi chamado de heresia – isto é, era uma seita que detinha certas opiniões contrárias às verdades estabelecidas pelos apóstolos. Em vista disso, Paulo disse à igreja em Corinto que seitas deveriam se desenvolver entre eles como uma forma de separar o falso do verdadeiro (I Corintios 11:19).
Eventualmente, a palavra “heresia” veio a significar o ensino particular que causava a separação de alguns do Cristianismo ortodoxo. Assim, Pedro exortava os cristãos sobre vários falsos mestres que tentariam demover os fiéis com seus ensinos heréticos (II Pedro 2:1). Na era moderna, esta é a forma como a palavra “heresia” é normalmente entendida; é incomum e/ou falso ensinamento aquele que prejudica a fé de certos fiéis e também causa facções distintas dentro da igreja.
Algumas heresias famosas incluem o Gnosticismo, a perda de um corpo de idéias que normalmente incluem o ensino de que um ser maligno criou o mundo físico; Docetismo, que ensinava que Cristo não era humano de verdade; e muitas outras, freqüentemente tendo a ver com a identidade de Cristo ou com a Trindade (dois tópicos muito polêmicos na história da igreja).
Quando inicialmente muitos judeus creram que Jesus de Nazaré era o Messias, eram conhecidos como “a seita dos Nazarenos” (24:5). Em cada um desses versos, a palavra hairesis não é usada para insultar – ela significa meramente uma seita, um pequeno grupo dissidente que se separou do Judaísmo.
Depois que a igreja cresceu e se desenvolveu, qualquer grupo faccioso dentro de uma igreja local foi chamado de heresia – isto é, era uma seita que detinha certas opiniões contrárias às verdades estabelecidas pelos apóstolos. Em vista disso, Paulo disse à igreja em Corinto que seitas deveriam se desenvolver entre eles como uma forma de separar o falso do verdadeiro (I Corintios 11:19).
Eventualmente, a palavra “heresia” veio a significar o ensino particular que causava a separação de alguns do Cristianismo ortodoxo. Assim, Pedro exortava os cristãos sobre vários falsos mestres que tentariam demover os fiéis com seus ensinos heréticos (II Pedro 2:1). Na era moderna, esta é a forma como a palavra “heresia” é normalmente entendida; é incomum e/ou falso ensinamento aquele que prejudica a fé de certos fiéis e também causa facções distintas dentro da igreja.
Algumas heresias famosas incluem o Gnosticismo, a perda de um corpo de idéias que normalmente incluem o ensino de que um ser maligno criou o mundo físico; Docetismo, que ensinava que Cristo não era humano de verdade; e muitas outras, freqüentemente tendo a ver com a identidade de Cristo ou com a Trindade (dois tópicos muito polêmicos na história da igreja).
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
VOCÊ SABIA? O INFERNO NÃO É O PIOR!
O que é o inferno?
Ao contrário do que muitas gente pensa, o inferno não é o destino final dos perdidos, mas um lugar intermediário. Podemos chamá-lo de “sala de espera”, pois é lá que os perdidos ficam aguardando o dia em que serão ressucitados para serem julgados perante o Grande Trono Branco. (apocalipse 20:5-15)
O que diz a Bíblia sobre o inferno?
Ela diz que é o lugar de tormentos constantes. (Lucas 16:22.23)
O que acontece quando a pessoa convertida morre?
Sua alma é imediatamente conduzida por anjos ao paraíso. (Lucas 16:22 e 23.43;2 Coríntios 12;4)
O que acontece quando morre o ímpio?
Sua alma vai direto para o inferno. (Lucas 16:22,23)
O que é a Segunda morte?
A segunda morte é a morte que não morre. De acordo com o texto sagrado, a Segunda morte é o lago de fogo e enxofre, o lugar onde a choro e ranger de dentes por parte que ali estiverem por toda a eternidade. (Apocalipse 20:14)
Quem será lançado no lago de fogo e enxofre?
O diabo, a besta, o falso profeta (apocalipse 20:10), a morte, o inferno (apocalipse 20:14) e todas as pessoas cujos os nomes não foram inscritos no livro da Vida.
Qual a diferença entre inferno e o lago de fogo?
Como já dissemos, o inferno é a anti-sala do lago do enxofre. A entrada no inferno é automática, enquanto que a entrada do lago de fogo se dará após o julgamento final dos que se encontrarem no inferno. Após a condenação, eles serão lançados no lago de fogo e enxofre da mesma forma como se joga o lixo fora. Verifique os versículos: (Mateus 8:12,13:42, 50;22. 13;24.51;25.30; Lucas 13:28)
Qual é o vencedor?
“O vencedor de nenhum modo sofrerá o dano da segunda morte”(apocalipse 2:11).
Aqui, o vencedor não se refere àqueles que conquistam o sucesso econômico, mas, sim, a vida eterna. Doutra feita, ele disse que o Reino de Deus é tomado por esforço, isto é a eterna é alcançada por uma luta renhida entre a fé cristã e o reino das trevas.
Deus abençoe a todos!!!
Ao contrário do que muitas gente pensa, o inferno não é o destino final dos perdidos, mas um lugar intermediário. Podemos chamá-lo de “sala de espera”, pois é lá que os perdidos ficam aguardando o dia em que serão ressucitados para serem julgados perante o Grande Trono Branco. (apocalipse 20:5-15)
O que diz a Bíblia sobre o inferno?
Ela diz que é o lugar de tormentos constantes. (Lucas 16:22.23)
O que acontece quando a pessoa convertida morre?
Sua alma é imediatamente conduzida por anjos ao paraíso. (Lucas 16:22 e 23.43;2 Coríntios 12;4)
O que acontece quando morre o ímpio?
Sua alma vai direto para o inferno. (Lucas 16:22,23)
O que é a Segunda morte?
A segunda morte é a morte que não morre. De acordo com o texto sagrado, a Segunda morte é o lago de fogo e enxofre, o lugar onde a choro e ranger de dentes por parte que ali estiverem por toda a eternidade. (Apocalipse 20:14)
Quem será lançado no lago de fogo e enxofre?
O diabo, a besta, o falso profeta (apocalipse 20:10), a morte, o inferno (apocalipse 20:14) e todas as pessoas cujos os nomes não foram inscritos no livro da Vida.
Qual a diferença entre inferno e o lago de fogo?
Como já dissemos, o inferno é a anti-sala do lago do enxofre. A entrada no inferno é automática, enquanto que a entrada do lago de fogo se dará após o julgamento final dos que se encontrarem no inferno. Após a condenação, eles serão lançados no lago de fogo e enxofre da mesma forma como se joga o lixo fora. Verifique os versículos: (Mateus 8:12,13:42, 50;22. 13;24.51;25.30; Lucas 13:28)
Qual é o vencedor?
“O vencedor de nenhum modo sofrerá o dano da segunda morte”(apocalipse 2:11).
Aqui, o vencedor não se refere àqueles que conquistam o sucesso econômico, mas, sim, a vida eterna. Doutra feita, ele disse que o Reino de Deus é tomado por esforço, isto é a eterna é alcançada por uma luta renhida entre a fé cristã e o reino das trevas.
Deus abençoe a todos!!!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
17º mineiro resgatado se ajoelha e ora com Bíblia na mão
O líder do Grupo Refúgio, Omar Reygadas, foi o 17º mineiro resgatado. A operação de seu salvamento terminou por volta das 13h40. O minerador se mostrou tranquilo e ajoelhou para orar com uma Bíblia na mão antes de ser encaminhado ao hospital.
Reygadas, de 56 anos, foi escolhido pelos outros 32 mineiros como o porta-voz do grupo quando as equipes de resgate conseguiram fazer contato com eles.
Com o resgate de Reygadas, restam outros 16 presos na mina aguardando o salvamento. O próximo é Esteban Rojas, de 44 anos.
Fonte: Estadão / Gospel Prime
Reygadas, de 56 anos, foi escolhido pelos outros 32 mineiros como o porta-voz do grupo quando as equipes de resgate conseguiram fazer contato com eles.
Com o resgate de Reygadas, restam outros 16 presos na mina aguardando o salvamento. O próximo é Esteban Rojas, de 44 anos.
Fonte: Estadão / Gospel Prime
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Eleições 2010: Candidatos se curvam ao voto religioso e põem Deus no discurso
A religião não é um tema estranho às campanhas políticas no Brasil. A cada par de eleições, o assunto emerge da vida privada e chega aos debates eleitorais em favor de um ou outro candidato, contra ou a favor de determinado partido. Em 1985, o então senador Fernando Henrique Cardoso perdeu uma eleição para prefeito de São Paulo depois de um debate na televisão em que não respondeu com clareza quando lhe perguntaram se acreditava em Deus. Seu adversário, Jânio Quadros, reverteu a seu favor uma eleição que parecia perdida. Quatro anos depois, na campanha presidencial que opôs Fernando Collor de Mello a Lula no segundo turno, a ligação do PT com a Igreja Católica, somada a seu discurso de cores socialistas, fez com que as lideranças evangélicas passassem a recomendar o voto em Collor – que, como todos sabem, acabou vencendo a eleição.
Esses dois episódios bastariam para deixar escaldado qualquer candidato a um cargo majoritário no país. Diante de questões como a fé em Deus, a posição diante da legalização do aborto ou a eutanásia, ou o casamento gay, o candidato precisa se preparar não apenas para dizer o que pensa e o que fará em relação ao assunto se eleito – mas também para o efeito que suas palavras podem ter diante dos eleitores religiosos. Menosprezar esse efeito foi um dos erros cometidos pela campanha da candidata Dilma Rousseff, do PT. Nos últimos dias antes da eleição, grupos de católicos e evangélicos se mobilizaram contra sua candidatura por causa de várias declarações dela em defesa da legalização do aborto. Numa sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, em 2007, Dilma dissera: “Olha, eu acho que tem de haver a descriminalização do aborto”. Em 2009, questionada sobre o tema em entrevista à revista Marie Claire, ela afirmou: “Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública”. Finalmente, em sua primeira entrevista como candidata, concedida a ÉPOCA em fevereiro passado, Dilma disse: “Sou a favor de que haja uma política que trate o aborto como uma questão de saúde pública. As mulheres que não têm acesso a uma clínica particular e moram na periferia tomam uma porção de chá, usam aquelas agulhas de tricô, se submetem a uma violência inimaginável. Por isso, sou a favor de uma política de saúde pública para o aborto”.
Tais declarações forneceram munição para uma campanha contra Dilma que começou nas igrejas, agigantou-se na internet e emergiu nos jornais e na televisão às vésperas do primeiro turno. Foi como se um imperceptível rio de opinião subterrâneo se movesse contra Dilma. Esse rio tirou milhões de votos dela e os lançou na praia de Marina Silva, a candidata evangélica do PV. Segundo pesquisas feitas pela campanha de Marina, aqueles que desistiram de votar em Dilma na reta final do primeiro turno – sobretudo evangélicos – equivaleriam a 1% dos votos válidos. Embora pequeno, foi um porcentual que ajudou a empurrar a eleição para o segundo turno, entre Dilma e o candidato José Serra, do PSDB. Mais que isso, a discussão sobre a fé e o aborto se tornou um dos temas centrais na campanha eleitoral.
A polêmica religiosa deu à oposição a oportunidade de tomar a iniciativa na campanha política, pôs Dilma e o PT na defensiva e redefiniu o segundo turno. Na sexta-feira, quando foram ao ar as primeiras peças de propaganda eleitoral gratuita, o uso da carta religiosa ficou claro. Dilma agradeceu a Deus, se declarou “a favor da vida” e disse que é vítima de uma “campanha de calúnias”, como ocorreu com Lula no passado. O programa mencionou a existência de “uma corrente do mal na internet” contra ela. Serra se apresentou como temente a Deus, defensor da vida e inimigo do aborto (apesar de seu partido, o PSDB, ter apresentado nos anos 90 um projeto de legalização do aborto no Senado). Pôs seis grávidas em cena e prometeu programas federais para “cuidar dos bebês mesmo antes que eles nasçam”.
Agora, atônito, o mundo político discute que tipo de efeito a discussão sobre valores religiosos terá sobre a votação de 31 de outubro. E como ela afetará o Brasil no futuro. Tradicionalmente, o cenário político brasileiro tem sido dominado por temas de fundo econômico – como inflação, desemprego, previdência e salário mínimo – ou social – como pobreza, segurança, educação e saúde. Mas a elevação do padrão de vida dos pobres e a superação das necessidades elementares de sobrevivência podem ter começado a abrir espaço para aquilo que, em democracias mais maduras, é conhecido como “agenda de valores”. Ela reúne temas como fé, aborto, eutanásia, ensino religioso, casamento entre homossexuais ou pesquisas com manipulação genética. “Ninguém mais vai se eleger para um cargo executivo facilmente com um programa que prevê a legalização do aborto”, afirma Ary Oro, estudioso de religião e política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “É impossível ignorar a força numérica, demográfica e eleitoral da religião.”
Fonte: Revista Época / Gospel Prime
Esses dois episódios bastariam para deixar escaldado qualquer candidato a um cargo majoritário no país. Diante de questões como a fé em Deus, a posição diante da legalização do aborto ou a eutanásia, ou o casamento gay, o candidato precisa se preparar não apenas para dizer o que pensa e o que fará em relação ao assunto se eleito – mas também para o efeito que suas palavras podem ter diante dos eleitores religiosos. Menosprezar esse efeito foi um dos erros cometidos pela campanha da candidata Dilma Rousseff, do PT. Nos últimos dias antes da eleição, grupos de católicos e evangélicos se mobilizaram contra sua candidatura por causa de várias declarações dela em defesa da legalização do aborto. Numa sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, em 2007, Dilma dissera: “Olha, eu acho que tem de haver a descriminalização do aborto”. Em 2009, questionada sobre o tema em entrevista à revista Marie Claire, ela afirmou: “Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública”. Finalmente, em sua primeira entrevista como candidata, concedida a ÉPOCA em fevereiro passado, Dilma disse: “Sou a favor de que haja uma política que trate o aborto como uma questão de saúde pública. As mulheres que não têm acesso a uma clínica particular e moram na periferia tomam uma porção de chá, usam aquelas agulhas de tricô, se submetem a uma violência inimaginável. Por isso, sou a favor de uma política de saúde pública para o aborto”.
Tais declarações forneceram munição para uma campanha contra Dilma que começou nas igrejas, agigantou-se na internet e emergiu nos jornais e na televisão às vésperas do primeiro turno. Foi como se um imperceptível rio de opinião subterrâneo se movesse contra Dilma. Esse rio tirou milhões de votos dela e os lançou na praia de Marina Silva, a candidata evangélica do PV. Segundo pesquisas feitas pela campanha de Marina, aqueles que desistiram de votar em Dilma na reta final do primeiro turno – sobretudo evangélicos – equivaleriam a 1% dos votos válidos. Embora pequeno, foi um porcentual que ajudou a empurrar a eleição para o segundo turno, entre Dilma e o candidato José Serra, do PSDB. Mais que isso, a discussão sobre a fé e o aborto se tornou um dos temas centrais na campanha eleitoral.
A polêmica religiosa deu à oposição a oportunidade de tomar a iniciativa na campanha política, pôs Dilma e o PT na defensiva e redefiniu o segundo turno. Na sexta-feira, quando foram ao ar as primeiras peças de propaganda eleitoral gratuita, o uso da carta religiosa ficou claro. Dilma agradeceu a Deus, se declarou “a favor da vida” e disse que é vítima de uma “campanha de calúnias”, como ocorreu com Lula no passado. O programa mencionou a existência de “uma corrente do mal na internet” contra ela. Serra se apresentou como temente a Deus, defensor da vida e inimigo do aborto (apesar de seu partido, o PSDB, ter apresentado nos anos 90 um projeto de legalização do aborto no Senado). Pôs seis grávidas em cena e prometeu programas federais para “cuidar dos bebês mesmo antes que eles nasçam”.
Agora, atônito, o mundo político discute que tipo de efeito a discussão sobre valores religiosos terá sobre a votação de 31 de outubro. E como ela afetará o Brasil no futuro. Tradicionalmente, o cenário político brasileiro tem sido dominado por temas de fundo econômico – como inflação, desemprego, previdência e salário mínimo – ou social – como pobreza, segurança, educação e saúde. Mas a elevação do padrão de vida dos pobres e a superação das necessidades elementares de sobrevivência podem ter começado a abrir espaço para aquilo que, em democracias mais maduras, é conhecido como “agenda de valores”. Ela reúne temas como fé, aborto, eutanásia, ensino religioso, casamento entre homossexuais ou pesquisas com manipulação genética. “Ninguém mais vai se eleger para um cargo executivo facilmente com um programa que prevê a legalização do aborto”, afirma Ary Oro, estudioso de religião e política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “É impossível ignorar a força numérica, demográfica e eleitoral da religião.”
Fonte: Revista Época / Gospel Prime
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